domingo, 6 de março de 2011

ECG e Exame de Holter

Electrocardiograma
A circulação sanguínea  baseia-se no fluxo de sangue originário de e para o coração. Neste órgão, o sistema de entrada e saída deste fluido processa-se por meio de sucessivas contracções (sístoles) e outros tantos relaxamentos (diástoles) das quatro cavidade que o compõem (duas aurículas e dois ventrículos). É este movimento, reproduzido sob a forma de pequenas correntes eléctricas, que se capta ao realizar um electrocardiograma (ECG)
O ECG consiste no registo da actividade eléctrica do coração, um processo de fácil realização e de grande utilidade para avaliar o funcionamento do coração. É muito utilizado em avaliações de rotina, vulgarmente denominadas check-up, e na avaliação pré-operatória, a fim de detectar eventuais anomalias assintomáticas, bem como para confirmar a suspeição clínica de determinadas doenças cardíacas.
O coração funciona mediante estímulos eléctricos, gerados ritmicamente em determinados centros especializados, normalmente no nódulo sinusal da aurícula direita, que ao percorreram sequencialmente todo o órgão determinam a contracção das suas câmaras. O electrocardiograma consiste em detectar estes sinais eléctricos na superfície do corpo, para depois ampliá-los e traduzi-los graficamente numa tira de papel contínuo, embora também seja possível observar o traçado num monitor.


Procedimento:
O exame não provoca qualquer dano ou desconforto ao paciente, pois este apenas tem que se despir da cintura para cima e deitar-se num cama. Para efectuar, é preciso colocar pequeno eléctrodos - pequenas placas metálicas ligadas através dos correspondentes cabos ao aparelho de registo -, que se fixam à pele através de ventosas. Colocam-se seis eléctrodos sobre o tórax, numa ordem precisa, e um em cada pulso e cada tornozelo. Depois, liga-se o aparelho, que ao receber os sinais dos eléctrodos efectua e sua impressão sobre uma tira de papel contínuo. O doente deverá retirar jóias ou outros acessórios metálicos (para não interferirem com os eléctrodos). 


Resultados:
Através de um registo de ECG, é possível observar-se uma série de linhas e curvas que traduzem o percurso do estímulo eléctrico pelo coração. Normalmente, distinguem-se cinco ondas diferentes, que se repetem em cada ciclo cardíaco e que são registadas no papel sob a forma de curvas, denominadas P, Q, R, S e T. A onda P corresponde à contracção das aurículas, enquanto que as ondas Q, R e S reflectem a contracção dos ventrículos e a onda T, o seu relaxamento. A análise e o estudo atento da forma e do sentido de todas estas curvas nos diferentes registos obtidos permitem saber se o impulso eléctrico segue um percurso normal ou se existe alguma anomalia patológica.


Interpretar resultados:
Uma vez que o ECG mostra a velocidade, a frequência e duração de cada batimento, este exame permite identificar situações como:

  • Ritmos anormais dos batimentos cardíacos;
  • Lesões do miocárdio e do pericárdio (membrana que rodeia o coração), facilitando a distinção entre um enfarte do miocárdio passado e um que esteja a decorrer;
  • Uma hipertrofia excessiva do músculo cardíaco, que pode ser consequência de uma situação de hipertensão arterial;
  • Existêcia de um músculo cardíaco fino ou inexistente, por ter sido substituído por tecido não muscular, situação que pode conduzir a um enfarte do miocárdio;
  • Chegada insuficiente de sangue e oxigénio ao coração;
  • Alterações da actividade eléctrica decorrentes de algum desequilíbrio químico no sangue (níveis anormais de cálcio e de potássio estão associados a arritmias);
  • Arritmias permanentes;
  • Entupimento das artérias pulmonares;
  • Risco anestésico de um paciente antes de uma cirurgia;
  • Acção de alguns fármacos que actuam sobre o coração, como os utilizados em casos de insuficiência cardíaca, e de aparelhos como pacemakers;
  • A causa das dores no peito.

Exame de Holter
Consiste num registo electrocardiográfico ambulatório (habitualmente de 24horas), baseado, praticamente, nos mesmo princípios, mas que se emprega para avaliar o funcionamento do coração durante um período mais prolongado e enquanto o paciente desenvolve as suas actividade habituais.


Preparação:
Tanto o ECG como o exame de Holter são estudos que normalmente não necessitam de qualquer preparação especial do paciente, embora seja conveniente não fumar nas horas antecedentes. Caso seja necessário a supressão de um medicamento ou outra medida para realizar algum exame, o médico avisá-lo-á oportunamente.

ECG.
Monitor Holter.

Filipa Carreira

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A verdade "light"

Ao longo dos últimos anos tem se vindo a consumir cada vez mais refrigerantes light ou sem açúcar, preferencialmente aos açucarados e calóricos. Muitas vezes esta preferência é motivada pelos efeitos secundários destes últimos, que em excesso podem provocar doenças cardiovasculares.


Uma nova investigação sugere que os refrigerantes light podem ser, a longo prazo, prejudiciais ao coração. Os números rondam 60% de probabilidade de vir a sofrer de problemas cardiovasculares


“Caso os nossos dados sejam  confirmados em estudos futuros, podemos dizer que os refrigerantes light não são os melhores substitutos das bebidas açucaradas, quando se trata de nos protegermos das doenças cardiovasculares”, sublinhou Hannah Gardener, investigadora da Miami Miller School of Medicine (EEUU) e  autora principal deste estudo.

A investigação foi feita ao longo de nove anos com um total de 3289 participantes de diferentes raças, com uma idade média de 40 anos. Esta incluía questões sobre o tipo e quantidade de bebidas que consumiam e o seu historial médico.

Durante este período, foram detectados 559 problemas cardiovasculares (acidentes vasculares cerebrais hemorrágicos ou isquémicos) e alguns deles foram associados ao consumo de bebidas light, após a avaliação dos outros factores de risco.






Beatriz Vala

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Doenças Cardiovasculares 4: Doença Cardíaca Congénita

  • Congénito significa «presente no nascimento».

Os defeitos cardíacos congénitos são anormalidades anatómicas causadas pelo desenvolvimento defeituoso do coração durante a vida fetal. 
Existem inúmeros tipos de defeitos, mas este podem ser divididos em dois grupos:

  1. Os que deixam passar demasiado sangue do coração para os pulmões e insuficiente para o resto do corpo;
  2. Os que deixam passar sangue insuficiente para os pulmões, fazendo com que o sangue que vai para o corpo contenha uma quantidade insuficiente de oxigénio. 

Alguns defeitos congénitos:

    1. Coarctação da aorta: estreitamento localizado na aorta que reduz o fornecimento de sangue à parte inferior do corpo. Conduz à falta de ar e palidez e incapacidade de se alimentar;





    2. Transposição das grandes artérias: as duas artérias principais (a artéria pulmonar e a aorta) que transportam sangue do coração saem dos lados errados do coração. 







   3. Defeito do septo ventricular: Existência de um orifício  na parede divisória entre os ventrículos. Algum do sangue oxigenado do ventrículo esquerdo passa através do orifício para o ventrículo direito, o que resulta em excesso de sangue para os pulmões. Este defeito tende a diminuir à medida que a criança cresce, em geral fecha-se completamente.  
   4. Tetralogia de Fallot: trata-se de uma combinação de quatro anomalias - uma válvula estreitada na artéria pulmonar, que vai para os pulmões, defeito do septo ventricular, uma aorta deslocada que atravessa a parede divisória e uma parede do ventrículo esquerdo anormalmente espessa. Sangue insuficiente passa para os pulmões para ser oxigenado e, deste modo, o enorme volume bombeado para o corpo com falta de oxigénio conduz à falta de ar. É necessária a cirurgia.

   5. Defeito do septo auricular: observa-se um orifício na parede divisória entre as duas aurículas, que resulta em excesso de sangue nos pulmões.
   6. Estenose pulmonar: existe um estreitamento da válvula pulmonar, o que obriga o músculo cardíaco a trabalhar mais para empurrar o sangue através da área estreitada. O grau de estreitamento pode ser ligeiro, moderado ou grave.



Causas:

O coração forma-se nas primeiras semanas de gravidez (entre a 6ª e a 12ª semana), logo será neste período que ocorre a formação dos defeitos cardíacos.

  • Infecção Viral: se uma mulher grávida contrair uma infecção viral neste período, em particular a rubéola, existe a possibilidade de se desenvolver na criança uma anormalidade cardíaca;
  • Diabetes: a diabetes mal controlada numa mulher grávida aumenta o risco de defeito cardíaco numa criança.

A doença cardíaca congénita acompanha em geral anormalidades congénitas que afectam outras partes do corpo. Cerca de 30% a 40% dos bebés nascidos com a síndrome de Down têm um defeito cardíaco. Existem também um ligeiro aumento na incidência de alguns tipos de defeitos em gémeos.


Sintomas:

  1. Excesso de sangue nos pulmões e insuficiente no corpo:
  • falta de ar;
  • cansaço.
   2. Insuficiente sangue nos pulmões e oxigénio insuficiente que vai para o corpo:
  • cor azulada dos tecidos, principalmente nos lábios e unhas.

Mariana Mondego

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Recitar poemas de Homero faz bem ao coração

Recitar poemas como os de Homero, que possuem uma métrica especial chamada hexâmetro jâmbico, pode fazer bem ao coração.
Por palavras mais exactas, o padrão de respiração que adquirimos quando estamos a ler poemas clássicos em voz alta permite, de acordo com um estudo recente, uma sincronia perfeita entre a respiração e os batimentos cardíacos. Esta conclusão decorre de uma experiência realizada com um número significativo de pessoas que, ao declararem a Ilíada com as pausas correctas entre os versos, não revelaram arritmias cardíacas. Este trabalho que recebeu o nome de "Oscilações da sincronia entre a respiração e os batimentos cardíacos durante a recitação de poemas", foi desenvolvido por um grupo de vários fisiologistas europeus e publicado recentemente na revista de Sociedade Americana de Fisiologia. O objectivo desta pesquisa não é criar uma terapêutica nova para pacientes que sofreram ataques cardíacos, por exemplo, mas sim encontrar evidências que ajudem a compreender melhor alguns aspectos desconhecidos do corpo humano. É que existem certos processos de regulação, responsáveis pela ocorrência entre diferentes funções psicológicas e o sistema cardio-respiratório, que ainda não estão cabalmente explicados pela ciência. Fenómenos homólogos já haviam sido verificados, de resto, durante a leitura oral de versos religiosos como o rosário católico ou o mantra "OM".

Imprensa diária, Agosto de 2004




Um texto que analisámos na aula de Português e que achámos interessante inserir no nosso blog para reflectir...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

ESPAÇO CADIOPROTEGIDO®

O que é um Espaço Cardioprotegido®?

Um Espaço Cardioprotegido® é um local público onde existem em permanência Desfibrilhadores Automáticos Externos, bem como pessoas treinadas para os utilizar.

Quais as vantagens?

A capacidade de dar uma resposta eficaz aos seus utilizadores em caso de existência de um evento crítico de morte súbita de causa cardíaca.


Como funciona?

No espaço público é colocado um ou mais desfibrilhadores e é treinado o staff em Suporte Básico de Vida e Desfibrilhação Automática Externa. Em caso de paragem cardíaca são desencadeados os procedimentos de socorro de acordo com protocolos pré-estabelecidos até à chegada dos serviços de emergência. Este tipo de resposta aumenta a probabilidade de sobrevivência.


Como curiosidade, este aparelho já existe no local público mais recente de Leiria, o Leiriashopping.

Mais informação em: Espaço cardioprotegido


Filipa Carreira

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

LATITUDE® no coração

A modernização nos sistemas de monitorização chegou à cardiologia.
Existe um novo sistema que transmite a informação aos médicos à distância. Chama-se LATITUDE® e é composto por um comunicador que recolhe os dados de aparelhos cardíacos usados pelo paciente e por sensores externos (por exemplo um medidor da pressão arterial). 
Estas informações são depois transmitidas para um servidor (através do telefone), gravadas e disponibilizadas aos médicos. Através de uma palavra-passe os cardiologistas podem saber o estado do coração pela internet. O LATITUDE® informa ainda sobre o estado do aparelho (carga ou problemas).


Por exemplo, se o doente tiver uma arritmia mais grave e o seu aparelho realizar uma desfibrilhação o médico recebe um alerta vermelho, de forma a puder actuar mais rapidamente. Este sistema permite ainda a redução do número de consultas de um doente cardíaco, evitando algumas deslocações e salas de espera.

Quanto a números, em 2009 foram implantados 120 aparelhos em Portugal, sendo que a média europeia corresponde a 270 implantes por cada milhão de habitantes. E, nos Estados Unidos, o número sobe para 600 por milhão.
Calcula-se que há 20% de pessoas em risco de desenvolver insuficiência cardíaca ao longo da vida. Na Europa, morrem por ano, devido a esta patologia, perto de 300 mil pessoas.

Este post foi baseado numa notícia do jornal Sol, por Joana Andrade (ver http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=9813)

Bom fim-de-semana
Beatriz Vala

sábado, 29 de janeiro de 2011

Doenças Cardiovasculares 3: Aterosclerose


Aterosclerose é uma doença na qual ocorre a formação de ateromas dentro dos vasos sanguíneos. Um ateroma é a matéria gordurosa constituída por colesterol, lípidos circulantes e ácidos gordos.


A mistura das gorduras e do colesterol infiltra-se no revestimento das artérias, estreitando-as e danificando-as. Uma vez estreitadas, as artérias ficam vulneráveis a um bloqueio total por um coágulo de sangue, como é possível observar na figura abaixo.


Fig.1: Formação de um coágulo


O estreitamento das artérias não afecta da mesma maneira os vasos sanguíneos do corpo, variando de pessoa para pessoa. Mais vulgarmente, o estreitamento tem lugar nas artérias coronárias que fornecem sangue ao coração, resultando doenças coronárias. Contudo, em certas  pessoas, as artérias coronárias mantêm-se razoavelmente saudáveis enquanto existe um grave estreitamento das artérias que fornecem sangue ao cérebro. Noutras, o estreitamento pode ser grave nas artérias que fornecem sangue às pernas. Isto pode causar dores nas pernas enquanto se caminha e gangrena nos pés. Se uma artéria ligada a um rim se estreitar, pode resultar uma subida da pressão arterial.


Fig.2: Estreitamento de uma artéria cerebral.



Fig.3: Estreitamento de uma artéria situada nas pernas











                                                                                          



Sintomas:


 De uma forma geral, a aterosclerose ou não produz sintomas até estreitar mais de 70% de uma artéria ou estes são tão progressivos e discretos que se tornam difíceis de reconhecer. Além disso, os sintomas dependem do local onde a doença se desenvolve.

Os sintomas mais comuns são então:

  • Dor em situações de esforço;
  • Cãibra em situações de esforço.



Mariana Mondego

domingo, 23 de janeiro de 2011

Actividade laboratorial - dissecação do coração de porco

No dia 21 de Janeiro de 2011 realizámos uma actividade laboratorial - dissecação do coração do porco. Esta actividade teve como objectivo principal entender a anatomia e fisiologia do coração. Identificámos, essencialmente, artérias, veias, ventrículos, aurículas e válvulas.
Um grande agradecimento à Professora Telma Freitas pela ajuda e disponibilidade. Aqui segue-se algumas fotos e mais tarde colocaremos o filme que realizamos desta actividade.


















sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ataque de coração ao volante


É a maior causa de morte em Portugal e, em alguns casos, o ataque ao coração ocorre ao volante. Um auxílio rápido é, muitas vezes, fundamental para evitar consequências muito graves. A BMW está a trabalhar numa maneira de ajudar, num caso como este. O cenário é simples: um condutor segue na faixa da esquerda numa auto-estrada quando sofre  um ataque de coração, ou um AVC, o que impossibilita de continuar a dominar o automóvel.
O sistema detecta o que aconteceu ao condutor, através da mudança dos padrões de condução, e toma controlo da situação. Primeiro, acende os quatro piscas, depois mantém a aceleração constante e manobra a direcção para manter o carro na sua faixa. Em seguida, faz pisca para a direita e os sensores laterais detectam quando a faixa da direita está livre. O carro muda então para essa faixa e começa gradualmente a reduzir a velocidade. Procura uma berma segura e faz, novamente pisca para a direita, reduz mais a velocidade e, finalmente, estaciona o carro de forma segura na berma. Acciona novamente os quatro piscas e faz uma chamada de emergência para o 112, comunicando as coordenadas do veículo.
Dentro de pouco tempo, o condutor inactivo recebe auxílio de um veículo de assistência médica. As vantagens para o próprio são óbvias mas, durante o processo, também se evitaram potenciais colisões com os outros utentes das estradas. É o Emergency Stop Assistant.
A tecnologia existe e funciona, mas os impedimentos legais parecem ser o obstáculo mais difícil de ultrapassar. Na maioria dos países, não é legal um automóvel circular autonomamente, sem o controlo directo de um condutor. 
Em futuros próximos, teremos este sistema nas nossas mãos, evitando assim perigos a nível rodoviário e a nível da saúde. 





Filipa Carreira


sábado, 15 de janeiro de 2011

O frio faz mal ao coração

E é mesmo no sentido literal: o frio faz mal ao coração! 
A verdade é que andar ao frio esforça o coração e aumenta o risco de enfarte do miocárdio.
Quando ficamos sujeitos ao frio o nosso corpo activa um mecanismo de defesa do qual faz parte a vasoconstrição, ou seja, o afastamento dos vasos sanguíneos da superfície da pele.

O que é que a vasoconstrição provoca?
  •          Mãos arroxeadas
  •          Frieiras
  •          Difícil circulação nas extremidades corporais
  •          Esclerodermia

As frieiras podem ainda bloquear totalmente a circulação e danificar irreparavelmente o coração.

Quem pensa que beber álcool para aquecer é a solução desengane-se: o álcool diminui a vigilância, impedindo que o organismo se aperceba do frio!

Beatriz Vala

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

domingo, 9 de janeiro de 2011

Doenças Cardiovasculares 2: Arritmias Cardíacas

Esta semana a doença de que vou falar é: Arritmias Cardíacas.





Uma arritmia é um problema relacionado com o ritmo dos batimentos cardíacos. As arritmias podem ser ligeiras e ter consequências mínimas, ou significar um problema sério que pode conduzir a doenças cardíacas graves, como trombose ou enfarte do miocárdio.

Se o ritmo cardíaco for demasiado lento (inferior a 50/60 batimentos por minuto), é designado como bradicardia, se por outro lado o coração bater de forma muita rápida (mais de 100 batimentos por minuto em repouso), estamos perante uma taquicardia. Quando existe um impedimento à normal progressão dos estímulos cardíacos dentro do coração estamos em presença de um bloqueio que, em certas situações, pode levar à falta de um ou mais batimentos cardíacos.
Em qualquer uma destas situações, quando o coração bate de forma irregular, o bombeamento de sangue para as várias partes do corpo, pode não ser conseguido, colocando em perigo órgãos vitais como o cérebro, os pulmões, entre outros.



Por outro lado, as arritmias podem estar localizadas nas aurículas ou nos ventrículos do coração.

  • A fibrilhação auricular é a arritmia cardíaca mais frequente e caracteriza-se por ser um batimento irregular nas aurículas. As pessoas com fibrilhação auricular têm um batimento das aurículas várias vezes superior ao do resto do coração, o que leva a uma corrente sanguínea irregular  e à formação ocasional de coágulos sanguíneos, que podem viajar até ao cérebro.
    É a causa mais frequente de internamento hospitalar por perturbações do ritmo cardíaco e a mortalidade nos indivíduos com fibrilhação auricular é cerca do dobro da dos indivíduos com ritmo sinusal normal. A presença de fibrilhação auricular está também ligada à ocorrência de acidentes vasculares cerebrais (AVC).

  • A fibrilhação ventricular é uma situação patológica caracterizada no ECG por um traçado irregular, de amplitude variada e ondas grosseiras. O prognóstico é muito mais grave do que na fibrilhação auricular já que a contracção dos ventrículos é ineficaz levando à morte em poucos segundos se não for rapidamente corrigida. É responsável por 90% das paragens cardiorrespiratórias em ambiente extra-hospitalar.



Causas:
  • Tabaco;
  • Stress;
  • Bebidas alcoólicas;
  • Vida Sedentária;
  • Consumo de drogas;
  • Excesso de cafeína;
  • etc.

Mariana Mondego

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Prova de Esforço

O que é e para que serve?
prova de esforço é um exame não invasivo, que se destina a submeter o coração a um esforço, de maneira a evidenciar sinais ou sintomas não existentes ou minimamente existentes em repouso.
Esta prova está indicada no diagnóstico e avaliação prognóstico da doença coronária, no estudo de arritmias induzidas pelo esforço e na avaliação após revascularização.

Como é realizado?
O exame é efectuado por um técnico especializado (Cardiopneumologista) sob supervisão de um médico Cardiologista. O tórax é previamente preparado (desengordurado com álcool ou éter), podendo ser necessário retirar alguns pêlos (tricotomia) nos homens. Os eléctrodos são aplicados (no tórax para o registo do ECG) e ligados através de fios ao equipamento. É aplicada uma braçadeira para medição da pressão arterial.
O doente inicia a marcha sobre a passadeira, e consoante o protocolo utilizado existe um aumento da velocidade e da inclinação do tapete rolante ao longo da prova, havendo uma visualização permanente por parte do Cardiopneumologista, do registo do ECG (Electrocardiograma), a avaliação da pressão arterial antes, durante e após o esforço, bem como avaliação dos sintomas, sinais clínicos e capacidade funcional.

Quanto tempo demora?
Deve contar com pelo menos 30 minutos para a realização deste exame. 
O exame é terminado quando forem atingidos os objectivos pretendidos ou aparecerem alterações que determinem a sua interrupção. 

É necessário alguma preparação?
São necessários algumas precauções:

  • Evitar de comer e mesmo beber duas horas antes da prova;
  • Utilizar roupa leve e larga para poder caminhar à vontade;
  • Utilizar sapatos cómodos ou eventualmente ténis;
  • Doentes diabéticos deverão ter instruções especiais mediante o seu médico assistente;
  • Poderá ter que suspender algum dos medicamentos que toma por um ou dois dias antes do exame. Deve informar-se com o seu médico;
  • Deve levar exames anteriores efectuados (Prova de esforço, ECG, ect., caso tenha efectuado).
Prova de esforço.

Filipa Carreira

sábado, 25 de dezembro de 2010

Visita ao HSA

No dia 17 de Dezembro fomos ao Hospital de Santo André (HSA) com o intuito de visitar a unidade de cardiologia com o Dr. João Morais como anfitrião. Tivemos ainda a oportunidade de o entrevistar. Essa entrevista será publicada em princípios de Janeiro do próximo ano.
Queremos desde já agradecer a simpatia do Dr. João Morais e elogiar as excelentes condições daquela unidade, cujas instalações são relativamente novas. 
Por agora ficam aqui algumas fotos dessa visita.








Agradecemos mais uma vez a simpatia e disponibilidade do Dr. João Morais.
A todos um bom Natal!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O que é um Pacemaker?





O Pacemaker artificial é um instrumento colocado sob a pele na zona peitoral, equipado com um eléctrodo que se estende até ao coração. Um Pacemaker artificial fornece um estímulo eléctrico para  que o coração contraia numa frequência definida, ou seja, estimula o músculo cardíaco com o intuito de manter ou regular o ritmo cardíaco. É utilizado em doentes em que o pacemaker natural do coração não produz frequência cardíaca suficiente para manter a actividade física normal.
 





Mariana Mondego